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Jorge dá uma de louco e seleciona, no finalzinho do ano, mais 10 livros para ler.

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Confira a opinião de Larissa, sobre a sua série favorita, Supernatural.

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sábado, 28 de novembro de 2015

Resenha #43 - Procura-se - Giovanna Vaccaro



Giovanna Vaccaro irá nos apresentar a história de Ariane, uma adolescente que cursa o Ensino Médio, e possui uma doença cardíaca chamada de Coronariana, frequentemente tem crises com dores fortes e precisa tomar um remédio de emergência, ou o Salvador, como ela o chama. Sua melhor amiga e confidente pessoal, Callie, também cursa o ensino médio na mesma escola que ela, e está sempre querendo achar um namorado para Ariane, até que Miles Benet retorna à cidade.

Miles e Ariane têm o seu primeiro contato, quando em meio a uma crise, ela precisa do seu remédio, e o único que pode salvá-la é ele, depois disso o livro desencadeia uma série de acontecimentos para os dois se apaixonarem, e fazerem passeios e viagens juntos. Mas uma coisa, que eu previ desde o começo, acontece nas últimas páginas, dando uma reviravolta na trama, deixando o leitor um pouco sem rumo, o que deixa o livro muito interessante.

Em seu romance de estreia, a autora, conseguiu um bom resultado, o livro é bem escrito, com cenas bem estruturadas, bastantes diálogos, uma linguagem fácil, por ser um livro YA, o que torna a leitura rápida e fluída. Como sabem li na #Revezatona em menos de 6 horas.

Como eu disse, o final do livro é previsível, se você passava todos os dias assistindo Sessão da Tarde, a ideia pode não ser totalmente original, mas pensando bem, existe tanta coisa que é um plágio descarado de outras que faz muito sucesso, por que um livro nacional, que não é plágio (pelo menos nunca li nada do tipo, apenas relembra alguns filmes que assisti), não pode fazer sucesso? 

A edição e trabalho gráfico do livro está muito bonita, as letras são bem grandes, e facilitam a leitura, sem contar na capa que está muito bonita, parabéns, não só a autora, pela sua obra, mas também a editora Novo Século, por apoiar os jovens autores nacionais.  

É bom e vale muito a pena você dar uma chance para ele, além de você estar incentivando a literatura nacional você vai ler um ótimo romance, eu garanto para vocês, não vão se arrepender, é muito bom, LEIAM!

E caso vocês estejam interessados em ganhar um exemplar deste livro + brindes, sigam-nos no instagram e no facebook que em breve iremos sortear para vocês!



Abraços e até mais!
Jorge Henrique

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Resenha: Cidades-Mortas - Dêner B. Lopes



Em parceria com a Chiado Editora, recebi o livro Cidades-Mortas, escrito pelo autor nacional Dêner B. Lopes, e é inspirado na distopia The Hunger Games. eu já li, e hoje vou fazer uma resenha com a minha opinião sobre a obra.

"Cidades-Mortas" se passa num Brasil futurista chamado Lisarb. Conta a história de Arthur Noah, um rapaz medroso e esquelético que teme mais que tudo ser escolhido para ser um dos participantes desde que é um dos maiores reality show brutal do mundo; o Cidades-Mortas, onde a elite escolhe, por votação, 20 jovens para serem perseguidos por soldados-robôs do governo programados para torturar até a morte qualquer humano à frente. E de uma maneira nada convencional, Arthur estará entre eles.
Com uma ditadura fututurista nunca antes retratada na literatura nacional contemporânea, Dêner B. Lopes apresenta ao leitor um mundo não tão distante quanto pensamos estar.

A história se passa em um mundo distópico, mais especificadamente, num Brasil futurista chamado de Lisarb, onde acontece um Festival, onde um casal de cada uma das 10 cidades, são eleitos pelo povo, para ir à uma Cidade-Morta, onde não mora ninguém, porém há muitas construções, tipo uma cidade abandonada, e lutar contra soldados-robôs para sobreviver. E ao final os sobreviventes têm direito a dois pedidos, que passam pela a aprovação do governo e lhe é concedido.

No meio disso, conhecemos Arthur, que vem de uma família que teve campeões e quase campeões do Festival, ele é medroso, e não quer de jeito nenhum ser Eleito, mas teme que as pessoas de sua cidade irão escolhê-lo por causa da sua família, mas Arthur acaba entrando para o Festival de outro jeito.

É chegado o dia, e lá, Arthur faz aliança com Will, um garoto que entrou para o Festival do mesmo jeito que ele, mas que tem uma forma de pensar e de agir diferente de Arthur, e junto com eles também conhecemos mais uma eleita, Monique, que é negra, o que gera uma discussão em fazer aliança com ela ou não, pois Will é racista.

Cada uma das 10 Cidades da nação de Lisarb escolherá, por meio de voto dos habitantes, um casal de jovens entre 15 e 18 anos para o Festival das Cidades-Mortas.
Os 20 Eleitos serão encaminhados para a Cidade-Morta selecionada, onde serão confinados e terão que escapar dos soldados-robôs que irão se dispersar pelo local, com claras intenções de morte lenta.
Todos aqueles que conseguirem sobreviver até o final das duas semanas de confinamento, terão a honra de fazer dois pedidos, possíveis e aprovados pelo Presidente, é claro.
As seleções começarão no dia primeiro do último mês do ano e o Festival terá início no dia terceiro após os Eleitos serem anunciados.
O confinamento será acompanhado por toda Lisarb por meio da TV aberta durante todos os dias do Festival, ao fim das noites.
Aos Eleitos, com toda a verdade, desejamos sorte e, acima de tudo, coragem.

David Neil e Boris Alvimar (Diretor da Emissora RGS-14 e Presidente da República)

E em meio a tudo isso, vamos conhecendo um pouco mais dos personagens, suas características, do que são capazes de fazer para ganhar, e de como o autor foi tratando temas sobre drogas, preconceito racial, política, e outros assuntos polêmicos, de uma maneira simples e direta, abrindo a cabeça do leitor. É sem dúvidas uma grande crítica social.

Foi uma leitura muito rápida e proveitosa, e que tem algumas coisas parecidas com Jogos Vorazes, mas não é totalmente plágio, pois na famosa trilogia distópica, temos um triângulo amoroso, e de certa forma, um romance para envolver a história, mas em Cidades-Mortas não, temos um interesse amoroso entre Arthur e Monique, mas nada que seja muito forte e destacante na trama, justamente, porque o governo proíbe que negros e brancos se relacionem.

O mundo distópico criado por Dêner, se observarmos, não está necessariamente tão longe do nosso, se repararmos na situação em que nosso mundo se encontra, mas mesmo assim é fascinante, nos faz refletir, como as pessoas podem ser influenciadas por governos autoritários, e não fazerem nada para mudar. O livro está recomendado, para quem gosta do gênero Distopia, vale a pena dar uma olhada e conferir esta obra nacional! Se você já leu deixe aí nos comentários e até mais!

Página do Livro no Skoob

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Resenha: O Capítulo do Julian - R. J. Palacio



R.J. Palacio nos apresenta a perspectiva de Julian, (sim, o menino que cometia bullying com Auggie em Extraordinário) sobre tudo o que ele fez e o que ocorreu na trama do livro principal. E em "O Capítulo de Julian", ele terá sua chance de explicar o seus fatos e de ter ou não um arrependimento e consequentemente um perdão.

Sinopse: Mais de 1 milhão de leitores já se encantaram com Extraordinário e a bela história de Auggie Pullman – um garotinho de feições incomuns que tem pela frente uma difícil missão: convencer as pessoas de que, apesar da aparência, é uma criança igual a qualquer outra. Agora todos terão a chance de saber o que se passa na cabeça do personagem mais controverso do romance: Julian, o menino que lidera a cruzada de bullying contra Auggie. Por que Julian trata Auggie tão mal? Será que ele pode ser perdoado? Em O capítulo do Julian R. J. Palacio faz uma comovente incursão no mundo de uma criança que tem o coração muito maior do que seus atos de bullying e crueldade podem fazer mostrar, mas precisa de ajuda para enxergar isso.  SKOOB
Neste pequeno livro, temos algumas explicações de acontecimentos que ficaram em aberto no livro Extraordinário sobre a vida de Julian, o menino amargo, sem coração e que todos odiaram, por ele discriminar seu colega. Mas de tanta amargura que ele tinha, uma coisa não entrava na mente do leitor: Julian também é uma criança.


E posso afirmar, que, todos já fizeram algum preconceito com alguém, só porque a pessoa era diferente dos padrões sociais ou simplesmente porque ela não era a sua pessoa favorita, claro que ser uma criança não justifica esta ação, quem faz isso, precisa de ajuda emocional e psicológica e é isso que O Capítulo do Julian nos conta.

Depois de todo o fuzuê  que aconteceu em Extraordinário, Julian vai passar as férias na casa de sua vó, ou a sua Grandmère, ela é judia e sobreviveu à Segunda Guerra Mundial, sem dúvidas é a melhor personagem do "livro", nos emociona, e dá a Julian e a nós, uma grande lição de moral, com sua história do passado, de como conseguiu sobreviver ao Holocausto, e como conheceu uma pessoa de extrema importância para toda a família.

Depois da lição que recebeu de sua vó, será que Julian vai ser capaz de de arrepender e pedir perdão para Auggie ou ele vai continuar sendo aquela criança amarga e seguir os conselhos de sua mãe (a personagem mais chata e irritante) ?

Uma história comovente, de como nossos sentimentos como a amargura, o ódio, a inveja e o preconceito podem prejudicar nossas vidas, de como é possível voltar ao passado e concertar tudo de errado que fizemos, basta apenas se arrepender.

"Mas o bom da vida, Julian, é que às vezes podemos consertar nossos erros. Aprendemos com eles. Nós nos tornamos pessoas melhores"

O livro está recomendado, espero que todos possam ler e se emocionar, assim como eu, com a trajetória de Grandmère, e lembrando que "O Capítulo do Julian" só está disponível para ebook, e não será lançada em uma versão física. Se você já leu, deixe sua opinião aqui nos comentários, nos siga nas redes sociais, e até mais!

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Resenha: Cidades de papel.


Título: Cidades de papel.
Original: Paper towns.
Páginas: 361.
Editora: Intrínseca.
Ano de lançamento: 2008.
Avaliação: 5/5.
Skoob

Sinopse: Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.
Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte.
Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.

Quentin Jacobisen (Q), um garoto preste a se formar, é vizinho de Margo a garota que ele é apaixonado e que a conhece desde os dois anos de idade. Quando tinham nove ano Margo e Q encontram um homem morto perto de um carvalho, após isso Q se distanciou de Margo. Q sempre considerou o fato de Margo ser sua vizinha como um milagre.

"Não me cruzando na primeira, não desista,
 Não me vendo num lugar, procure em outro.
 Em algum lugar espero por você".

Uma noite Margo apecere na janela no quarto de Q e o convida para uma noite que ele jamais esquecerá. Então ele aceita. A noite é incrível.

"Talvez todos os fios dele tenham se arrebentado".

No outro dia Q descobre que Margo fugiu, mas que não era a primeira vez em que ela fazia isto, e, toda vez que ela fugia deixava pistas, como na vez em que ela fugiu pra Mississipi e comeu uma sopa com apenas as letras M, I, S e P. Então Q e seus amigos, Ben e Radar,  começam a investigar e procurar por pistas para encontrar Margo, desde o quarto dela até a Internet.

A narrativa em primeira pessoa é muito empolgante, com uma fácil interpretação, o que faz com que a história não fique sobrecarregada. Ela nos faz refletir um pouco sobre as pessoas e o mundo com algo que já está na história fazendo isso muito mais divertido do que aulas de filosofia.

Os personagens são incríveis, são bem humorados, espertos e com o tal toque que John Green dá para seus personagens deixando uma história fantástica mais fantástica ainda.




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