lockquote Resenha #52 - Minha Querida Sputnik - Haruki Murakami ~ Diurnos - Os Leitores

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Resenha #52 - Minha Querida Sputnik - Haruki Murakami



Fala pessoal, beleza? Então, hoje em mais um post eu vim falar da primeira obra de Haruki Murakami que eu li, ele está no Autores que Quero Conhecer em 2016, então parte deste "desafio" já está feita. Fiquem com a resenha:

Título: Minha Querida Sputnik
Autor: Haruki Murakami
ISBN: 9788560281503
Páginas: 232
Editora: Alfaguara
Avaliação: 4/5 estrelas
Skoob

 Murakami nos apresenta um Japão urbano de bares de jazz, cafés, Jack Kerouac e Beatles, numa trama que combina com mestria romance de mistério e filosofia, em uma instigante história de amor que conduz o leitor a uma profunda reflexão sobre o desejo humano.
O livro, com mais de 600 mil exemplares já vendidos no Japão, conta a história de Sumire, uma jovem de 22 anos que se apaixona pela primeira vez. Uma paixão avassaladora que tem como alvo Miu, uma mulher casada e 17 anos mais velha. Mas, enquanto Miu é uma mulher glamourosa e bem-sucedida negociante de vinhos, Sumire é uma aspirante a escritora que se veste e se comporta como um personagem de Jack Kerouc mas que, em nome do desejo, é obrigada a dar outro rumo a sua trajetória.
Surpresa por afinal descobrir essa sua inclinação sexual, Sumire passará horas ao telefone com seu melhor amigo, "K", falando sobre as grandes questões da vida. "K" — o narrador da história —, por sua vez, cultiva uma paixão não correspondida pela colega de faculdade. Sumire desaparece misteriosamente e, depois de receber um telefonema desesperado de Miu, de uma ensolarada ilha grega, pedindo-lhe ajuda, "K" descobre que alguma coisa muito estranha aconteceu. Somente ao voltar para sua casa no Japão é que ele, finalmente, conseguirá decifrar sua amada e também uma real compreensão da solidão humana.
Murakami conduz a trama de uma maneira aparentemente simples, mas que o leitor, a cada página, vai descobrindo uma narrativa sofisticada — que permite ao narrador se dirigir diretamente ao leitor para se apresentar e colocar em discussão questões existenciais e filosóficas. Um livro recheado de nuances, recursos de estilo e reversão de expectativa que permitem ao romance transformar-se, de uma simples história de amor, em uma história de mistério, com um desfecho surpreendente. 


Murakami nos apresenta a história de Sumire, narrada através de seu melhor e único amigo e confidente, K, uma mulher japonesa de 22 anos, não muito vaidosa, sonha em ser escritora reconhecida de romance e que até então não sentia interesse amoroso e sexual por ninguém, nem homem, nem mulher. Até que um dia conhece Miu, uma mulher mais velha que ela, interessante e misteriosa, as duas viram amigas, e Sumire vai trabalhar com ela.

Em uma viagem longa a negócios pela Europa, Sumire e Miu, vão fortalecer a amizade, e vão se tornar mais próximas. A mais jovem, acaba sentindo um interesse amoroso na amiga, e a proximidade das duas acaba corroendo seus sentimentos, pois tem medo de expor o que sente. Nesta viagem acaba acontecendo uma coisa com Sumire, que faz com que K, saia do Japão e vai encontrar Miu para ajuda-la na Grécia, e alguns fatos e acontecimentos são desvendados, com um pouco de realismo fantástico, que incomodou grande parte dos leitores, mas para mim, sinceramente, não.



A história é muito envolvente, pois o autor faz com que o leitor queira saber tudo que aconteceu com o passado de Miu, o que levou a acontecer aquilo com Sumire, o que, de fato, aconteceu com ela. E isso é nos dado (ou não) aos poucos, de maneira dosada, o que deixa mais instigante a trama, sem se tornar cansativa.

O mais interessante no livro, é que, a personagem principal se descobre homossexual, mas isso não é tratado com indiferença entre os personagens da história e nem com o narrador. A resolução do livro, não me agradou muito, eu esperava uma explicação mais detalhada, e não entendi o destino de K, queria muito alguém para conversar sobre, tenho minhas teorias, mas não achei nenhuma na internet para comparar, ou me fazer mudar de ideia (não exponho aqui, pois é um grande spoiler).

A leitura é rápida, pois o livro é curto, e instigante, quando você vê, já está terminando ele, porque quer saber tudo sobre a história, e o que levou a acontecer todo aquele realismo fantástico, mas não espere grandes explicações, assim como eu esperei.

Enfim, eu recomendo a leitura, mas se você não gosta de realismo fantástico jogado do nada na história, talvez este não seja o melhor livro, pois é simplesmente jogado, com poucas explicações, isso chega até ser bom, pois força um pouco a imaginação do leitor. Haruki Murakami fez um bom trabalho com Minha Querida Sputnik, e claro, voltaria a ler mais obras dele.

Foi isso tudo pessoal, um grande abraço e até mais!

Jorge Henrique

Jorge Henrique Ama o Universo dos livros, das séries de TV e da Matemática, seus autores preferidos são Cassandra Clare, J.K. Rowling, David Levithan, Verônica Roth, Cornélia Funk, e seu maior sonho é ter uma enorme biblioteca em seu quarto, mas por enquanto se contenta com o que tem. Facebook

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